Eu Prometo: O Juramento de Hipócrates e o Início Oficial da Jornada Médica
"Ser fiel à honestidade, ser fiel à caridade e à ciência."
Existem momentos na vida que dividem nossa história em "antes" e "depois". Para mim, este momento aconteceu no palco da UNESC, ao receber o grau de Bacharel em Medicina e, mais importante, ao proferir o juramento que guia nossa profissão há milênios.
A medicina é uma profissão de fé pública e de confiança extrema. Quando um paciente entra no meu consultório, ele não traz apenas sintomas; ele traz sua vida, seus medos e suas esperanças. O juramento que fiz não é apenas um protocolo cerimonial — é o código de honra que rege cada decisão que tomo, seja na análise de um algoritmo complexo ou no toque humano de um exame físico.
Assista ao momento do juramento e da colação de grau.
O Peso das Palavras
Durante a cerimônia, repeti palavras que ecoam através da história da medicina. Quero registrá-las aqui, pois elas são a base do meu compromisso com você, meu paciente:
"Prometo, ao exercer a arte de cuidar, ser fiel à honestidade, ser fiel à caridade e à ciência."
"Respeitarei os segredos confiados, mantendo-os como uma questão de honra."
"Jamais usarei minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime."
"Se cumprir este juramento, que eu viva com boa reputação. Caso o infrinja, suceda-me o contrário."
"Eu prometo."
Ciência e Caridade: A Medicina Híbrida
O trecho "fiel à caridade e à ciência" resume perfeitamente a visão que tenho para a medicina moderna.
A Ciência: É a busca incessante pela precisão, pelos dados, pela tecnologia que salva vidas e pela evidência mais atualizada. É o meu lado cientista de dados.
A Caridade: É o amor ao próximo (do latim caritas). É a empatia, o olhar no olho, a escuta ativa. É o meu lado médico clínico.
Receber o grau das mãos da Vice-Reitora Prof. Maria José Ross de Vasconcelos foi a validação acadêmica de anos de esforço. Mas a verdadeira validação acontece todos os dias, em cada atendimento, quando cumpro a promessa de oferecer o melhor da técnica e o melhor do humano.
Vamos cuidar da sua saúde juntos?
Agora, oficialmente e solenemente comprometido com o seu bem-estar.
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Segurança em Primeiro Lugar: Conquista da Certificação Internacional em Suporte Avançado de Vida (ACLS)
"A medicina de precisão e a tecnologia são o futuro, mas saber agir nos segundos decisivos de uma emergência é o que garante o presente."
Muitas vezes, aqui no blog, falo sobre algoritmos de computador, inteligência artificial e análise de dados complexos. Mas existe um outro tipo de algoritmo que todo médico de excelência deve dominar de olhos fechados: o algoritmo que salva vidas.
Tenho o orgulho de compartilhar que concluí com êxito, neste mês de agosto de 2025, a minha certificação em Suporte Avançado de Vida Cardiovascular (SAVC/ACLS), chancelada pela American Heart Association.
O ACLS treina a liderança e a técnica necessárias nos momentos mais críticos.
O que é o ACLS e por que ele é importante?
O ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support) é o padrão ouro mundial para atendimento de emergências cardiológicas, como paradas cardíacas, arritmias graves e AVCs.
Não é apenas sobre "fazer massagem cardíaca". É um treinamento intensivo que avalia:
Raciocínio Clínico Rápido: Diagnosticar a causa da emergência em segundos.
Farmacologia Avançada: Saber exatamente qual medicação usar para estabilizar o ritmo cardíaco.
Liderança de Equipe: Coordenar enfermeiros e outros médicos em situações de alto estresse.
A Tecnologia a favor da Vida
O curso que realizei, o HeartCode® Completo, une simulação de alta fidelidade com as diretrizes mais recentes da cardiologia. Como cientista de dados, admiro como os protocolos do ACLS são baseados em evidências estatísticas sólidas: cada manobra ensinada foi testada e provada como a que oferece a maior chance de sobrevivência.
Obter esta certificação (válida até agosto de 2027) significa que meus pacientes têm a segurança de serem atendidos por um profissional preparado para qualquer cenário, seja no consultório ou no hospital.
Compromisso com a Excelência
Para mim, ser médico é um compromisso contínuo. Seja estudando as novas tecnologias em Harvard ou praticando reanimação cardiopulmonar, o objetivo é sempre o mesmo: oferecer o melhor cuidado possível para você.
Sinta-se seguro. Estamos preparados.
Sua saúde em boas mãos
Agende sua consulta de rotina e prevenção. O melhor tratamento é aquele que evita a emergência.
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Reconhecimento Internacional: Doxa AI e meu trabalho em destaque no site de Harvard
"A medicina do futuro não é construída apenas em consultórios, mas na intersecção entre dados, inovação e saúde pública global."
Recentemente, tive a honra de ver meu nome e o da minha empresa, a Doxa AI, figurarem no site de uma das instituições mais prestigiadas do mundo: a Harvard T.H. Chan School of Public Health.
Fomos destacados na seção de Inovação do Health Systems Innovation Lab. Ver o nosso trabalho listado ao lado de iniciativas globais de impacto é uma validação importante de que a nossa abordagem de unir Medicina e Tecnologia está no caminho certo para resolver problemas complexos de saúde.
Health Systems Innovation Lab: Referência global em performance de sistemas de saúde.
O que a Doxa AI faz?
O texto oficial no site de Harvard descreve nossa missão com precisão:
"Doxa é conhecimento. Usando dados simples da linha de frente hospitalar, a Doxa analisa padrões de resistência antimicrobiana usando IA... Ela entrega sugestões de antibióticos sob medida para médicos enquanto coleta dados, revelando tendências que ajudam a melhorar a tomada de decisão em todos os níveis."
Ao lado de uma equipe brilhante — Natanael Sutikno, Mariana Lanna, Juliana Verissimo e Felipe Alvim — estamos combatendo um dos maiores desafios da medicina moderna: as superbactérias e a resistência antibiótica.
MD e Developer: O Perfil Híbrido
No site do laboratório, minha função foi destacada como "Victor Hugo Ovani Marchetti – MD and Developer".
Essa dualidade é a essência da minha prática clínica diária. Ser "Médico e Desenvolvedor" significa que eu não apenas prescrevo tratamentos; eu entendo a lógica e construo as ferramentas que ajudam a definir qual é a melhor conduta baseada em dados.
Em um mundo onde a Inteligência Artificial está transformando diagnósticos, ter essa capacidade técnica me permite filtrar o que é apenas "hype" do que é ciência sólida, garantindo segurança e precisão para meus pacientes.
O que isso significa para você no consultório?
Você pode se perguntar: "Ok, doutor, mas como isso me ajuda na minha consulta?"
Significa que você está sendo cuidado por um profissional conectado com a fronteira da inovação. O mesmo rigor analítico reconhecido por instituições internacionais é o que eu aplico ao analisar o seu hemograma, o seu monitoramento de glicose ou o seu risco cardiovascular.
Não pratico uma medicina baseada apenas em "como sempre foi feito", mas sim em como será o futuro da saúde: personalizado, baseado em evidências e extremamente preciso.
Tecnologia de ponta e cuidado humano
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Ozempic, Mounjaro e a Ciência: O que os dados realmente dizem sobre o tratamento da obesidade (sem milagres)
"A obesidade não é uma falha de caráter ou falta de força de vontade. É uma doença crônica complexa, e os dados mostram que deve ser tratada como tal."
Você provavelmente já ouviu falar do "efeito Ozempic" ou das novas "canetas emagrecedoras". Mas entre o hype das redes sociais e a realidade do consultório médico, existe um abismo de informações.
Respeitando as diretrizes de publicidade médica do CFM (Conselho Federal de Medicina), meu objetivo aqui não é prometer resultados mágicos, mas traduzir a ciência mais recente (baseada no UpToDate 2025) sobre como essas medicações funcionam, para quem elas servem e, principalmente, quais são os riscos.
Entender a biologia molecular é o primeiro passo para tratar a obesidade com seriedade.
1. Não é "remédio para emagrecer", é tratamento metabólico
Medicamentos como a Semaglutida (Ozempic, Wegovy) e a Tirzepatida (Mounjaro) atuam imitando hormônios que seu intestino produz naturalmente (GLP-1 e GIP).
O que os dados mostram: Eles não apenas reduzem o apetite. Eles agem no cérebro (hipotálamo) regulando a saciedade e melhoram a forma como o corpo lida com a insulina.
Estudos clínicos robustos (STEP trials) demonstram que, quando aliados a mudança de estilo de vida, a perda de peso pode variar, em média, de 15% (Semaglutida) a mais de 20% (Tirzepatida). Nota importante: Estes são dados médios de estudos populacionais; cada indivíduo responde de forma única.
2. O Efeito Rebote existe?
Essa é a pergunta número um no consultório. E a resposta honesta, baseada em evidência, é: Sim, se o tratamento for encarado como temporário.
A Visão da Ciência de Dados:
A obesidade é uma doença crônica, assim como a hipertensão. Se você para de tomar o remédio da pressão, ela sobe. Se você para o tratamento da obesidade sem ter construído uma base sólida muscular e comportamental, o peso volta.
Dados de estudos de retirada mostram que pacientes que pararam a medicação recuperaram cerca de 2/3 do peso perdido em um ano. Por isso, encaramos como tratamento de longo prazo.
3. Os Riscos e o "Lado B" (Transparência Ética)
Seguindo o princípio da transparência do CFM, é fundamental falar sobre o que não é "glamouroso". Estas medicações não são isentas de riscos.
Efeitos Gastrointestinais: Náuseas, vômitos e constipação afetam cerca de 20-40% dos pacientes, especialmente no início.
Perda de Massa Muscular (Sarcopenia): Este é o ponto onde minha atuação como cientista de dados é crítica. Perder peso rápido sem monitorar a composição corporal pode fazer você perder músculo, o que destrói seu metabolismo basal.
Contraindicações: Histórico de pancreatite ou certos tipos de câncer de tireoide na família exigem cautela absoluta.
4. A Tecnologia não substitui o Básico
O UpToDate é categórico: "O uso de medicação sem mudanças de estilo de vida é geralmente ineficaz a longo prazo."
Na minha prática, usamos a medicação como uma ferramenta para "baixar o volume" da fome biológica, permitindo que você consiga, finalmente, implementar a dieta e o treino que seus dados indicam ser os ideais para você.
Vamos tratar sua saúde metabólica com seriedade?
Agende uma consulta para avaliarmos seus dados, seus exames e definirmos se este tratamento é indicado e seguro para o seu perfil.
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Fontes: UpToDate® Obesity in adults: Drug therapy (2025); Resolução CFM 2.336/2023.
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A Matemática do Infarto: Por que olhar apenas o 'Colesterol Total' é um erro estatístico
"Na medicina de dados, não tratamos apenas o nível de colesterol. Tratamos a probabilidade matemática de você ter um evento cardiovascular nos próximos 10 ou 30 anos."
Uma das frases que mais ouço no consultório é: "Doutor, meu colesterol deu um pouco alto, preciso tomar remédio?" ou o oposto, "Meus exames estão todos normais, então não tenho risco, certo?"
A resposta para ambas, baseada nas evidências mais recentes, é: depende da sua equação pessoal.
O risco cardíaco é um cálculo multivariável, não um número isolado.
A Evolução dos Algoritmos: PREVENT vs. PCE
Até pouco tempo, usávamos calculadoras de risco baseadas em dados antigos (PCE - Pooled Cohort Equations). Mas a ciência de dados avançou.
Em 2025, utilizamos ferramentas modernas como a calculadora PREVENT da American Heart Association. Diferente das antigas, ela incorpora fatores que antes eram ignorados, como a função renal e o controle metabólico detalhado.
O que isso muda para você? Estudos mostram que as novas equações são mais precisas, evitando medicar quem não precisa e identificando riscos em quem parecia saudável.
Os "Fatores Intensificadores de Risco" (Risk Enhancers)
Muitas vezes, a calculadora básica diz que seu risco é "baixo" ou "limítrofe". É aqui que entra a minha análise detalhada. O UpToDate lista fatores que funcionam como multiplicadores de risco ocultos. Se você tem algum destes, seu "exame normal" pode estar escondendo o perigo:
1.
Lipoproteína(a) Elevada: Um marcador genético que 20% da população tem, mas quase ninguém mede. Ele acelera a aterosclerose independentemente da sua dieta.
2.
Histórico Familiar Prematuro: Se homens da sua família infartaram antes dos 55 ou mulheres antes dos 65, seu risco basal é estatisticamente maior.
3.
Inflamação Crônica: Medida pela Proteína C-Reativa (PCR-us). Doenças como psoríase, artrite ou lúpus aumentam drasticamente o risco vascular.
4.
Síndrome Metabólica: A combinação de "barriguinha", pressão levemente alta e triglicérides no limite é uma bomba relógio matemática.
O Tira-Teima: Escore de Cálcio (CAC)
Quando a matemática nos deixa em dúvida (o chamado "risco intermediário"), usamos a imagem. O Escore de Cálcio Coronariano é uma tomografia rápida e de baixa radiação que olha para dentro das suas artérias.
Não é estimativa; é visualização direta.
Escore Zero: Sua probabilidade de evento é baixíssima. Muitas vezes podemos suspender ou evitar a estatina (colesterol), mesmo com o LDL um pouco alto.
Escore Alto (>100): A doença já está instalada. Precisamos tratar agressivamente, independente de como você se sente.
O Conceito de "Risco Vitalício" (Lifetime Risk)
Se você tem entre 20 e 59 anos, seu risco de infartar nos próximos 10 anos pode ser baixo simplesmente porque você é jovem. Mas isso é uma armadilha estatística.
Na Doxa AI e no meu consultório, calculamos o seu Risco Vitalício (30 anos). A aterosclerose é uma doença cumulativa — como juros compostos. Tratar um fator de risco leve aos 30 anos paga dividendos enormes de saúde aos 60.
Pare de adivinhar e comece a calcular
Vamos fazer seu mapeamento de risco completo, incluindo biomarcadores avançados (Lp(a), ApoB) e análise de dados personalizada.
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Fonte: UpToDate 2025, Atherosclerotic cardiovascular disease risk assessment guidelines.
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Seu Smartwatch detectou arritmia? O que um novo estudo com 17.000 pacientes revela
"O relógio no seu pulso pode salvar sua vida, mas também pode criar uma ansiedade desnecessária. Como médico e cientista de dados, analisei a maior revisão sistemática sobre o assunto até hoje."
Recebo frequentemente no consultório (e no WhatsApp) pacientes assustados: "Doutor, meu relógio apitou dizendo que estou com Fibrilação Atrial. Vou infartar?"
A resposta não é simples. Mas um novo estudo publicado agora em 2025 no JACC: Advances (uma das revistas de cardiologia mais respeitadas do mundo) nos deu números concretos para confiar — e desconfiar — desses dispositivos.
Apple Watch, Samsung e outros dispositivos foram testados em mais de 17.000 pacientes.
Os Números: Eles funcionam mesmo?
A resposta curta é: Sim, e muito bem.
A meta-análise avaliou 26 estudos e descobriu que, no geral, os smartwatches têm:
Sensibilidade de 95%: Ou seja, de cada 100 vezes que alguém realmente tem arritmia, o relógio detecta 95.
Especificidade de 97%: Quando ele diz que está normal, ele geralmente está certo.
O estudo comparou marcas como Apple Watch, Samsung Galaxy e Withings. Surpreendentemente, a tecnologia usada (seja o sensor de luz PPG ou o eletrocardiograma ECG) mostrou precisão comparável. Isso valida o uso desses gadgets como ferramentas de triagem inicial.
A Pegadinha Matemática: O "Valor Preditivo Positivo"
Aqui é onde entra minha visão como Cientista de Dados. Embora 97% de especificidade pareça perfeito, existe um conceito estatístico chamado Valor Preditivo Positivo (VPP) que muda tudo dependendo de quem está usando o relógio.
O Problema da "Agulha no Palheiro"
A maioria dos estudos é feita com pacientes mais velhos ou que já têm problemas cardíacos (onde a "prevalência" da doença é alta).
Quando colocamos esse mesmo relógio em uma população jovem e saudável (onde a arritmia é rara), o número de falsos positivos aumenta drasticamente.
O estudo alerta explicitamente: em populações de baixo risco (jovens, atletas, pessoas sem sintomas), um alerta de "Fibrilação Atrial" tem uma chance muito maior de ser um alarme falso (ruído) do que em um idoso hipertenso.
Isso gera ansiedade, idas desnecessárias ao pronto-socorro e exames caros sem indicação. O relógio é excelente para monitorar quem tem risco, mas pode ser um gerador de pânico para quem não tem.
O Veredito Médico
Os smartwatches são aliados incríveis. Eu uso e recomendo. Eles democratizaram o acesso ao monitoramento cardíaco.
Porém, dados sem contexto são apenas ruído. Um algoritmo não substitui a avaliação clínica.
Se o seu relógio notificou uma arritmia:
Não entre em pânico. Lembre-se da estatística dos falsos positivos.
Verifique se você estava se movendo muito ou se o relógio estava frouxo (isso afeta o sensor).
Agende uma consulta. Precisamos confirmar esse dado com um Eletrocardiograma de 12 derivações ou um Holter médico.
Seu relógio deu um alerta e você está preocupado?
Vamos transformar esse dado em diagnóstico preciso. Envie o relatório do seu relógio para mim pelo WhatsApp.
Agendar e Enviar Relatório
Fonte: JACC: Advances, 2025.
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O Médico do Futuro já chegou: Por que seu próximo doutor também entende de algoritmos?
"A medicina não é mais apenas biologia. Hoje, para cuidar bem de uma vida, precisamos entender a matemática que existe por trás dela."
Você já deve ter percebido: a medicina está mudando. Não falo apenas das máquinas modernas nos hospitais, mas do perfil do médico que cuida de você.
Um artigo recente do Medscape, uma das maiores comunidades médicas do mundo, confirmou algo que vivencio todos os dias: as fronteiras entre medicina, tecnologia e engenharia estão desaparecendo. O mercado global de saúde não busca mais apenas "bons clínicos" ou "bons programadores". A demanda agora é pelo profissional híbrido.
O futuro pertence a quem une o estetoscópio aos algoritmos.
O que é um "Médico Híbrido" e por que isso importa para você?
Imagine um médico que, ao olhar seus exames, não vê apenas números isolados. Ele vê padrões. Ele entende como a Inteligência Artificial pode prever riscos que o olho humano deixaria passar. Ele sabe programar as ferramentas que vão desenhar o seu tratamento personalizado.
Grandes instituições como Harvard e a Universidade Nacional de Singapura já estão mudando seus cursos. Em Chicago, por exemplo, uma faculdade de medicina começou a exigir que seus alunos fossem formados em engenharia antes de virarem médicos. O motivo? A matemática e o raciocínio lógico são linguagens universais que ampliam a capacidade crítica do médico.
Benefícios Reais no Consultório
Para você, paciente, essa sopa de letrinhas (IA, Python, Big Data) significa coisas muito concretas:
Menos "achismo": Decisões baseadas em dados reais, não apenas em intuição.
Tratamentos Personalizados: Em vez de usar o remédio que funciona para "a maioria", usamos o que funciona para o seu DNA.
Visão do Todo: Um médico híbrido entende que seu corpo é um sistema complexo, integrado a dados comportamentais e ambientais.
Minha Jornada: Entre a Clínica e o Código
Quando fundei a Doxa AI, foi justamente para preencher essa lacuna. Eu não queria escolher entre ser médico ou cientista de dados. Eu sabia que, para oferecer o melhor cuidado possível, eu precisava ser os dois.
O Dr. Carlos Gil, diretor da Oncoclínicas, disse algo fundamental no artigo: "Hoje é impossível pensar em oncologia (tratamento de câncer) sem tecnologia e análise de dados."
Eu concordo plenamente e vou além: é impossível pensar em longevidade e saúde preventiva sem dados. O médico do futuro precisa ser alfabetizado em tecnologia, mas sem nunca perder o olhar humanizado. A tecnologia não substitui o toque; ela nos dá tempo e precisão para cuidar melhor.
Experimente a Medicina do Futuro Hoje
Não espere o futuro chegar. Agende uma consulta com quem já integra ciência de dados e cuidado clínico no dia a dia.
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Medicina de Precisão: O Fim da 'Tentativa e Erro' no Tratamento Médico
"A medicina tradicional sempre operou baseada em médias populacionais. Mas a resposta para a sua longevidade não está na média — está nos dados que tornam você único."
Durante séculos, a medicina operou sob um modelo de "tamanho único". Se você tinha colesterol alto, recebia a mesma estatina que seu vizinho. Se tinha hipertensão, o protocolo era padrão. No entanto, como médico e cientista de dados, testemunho diariamente uma mudança de paradigma: a era da Medicina de Precisão (ou Medicina Personalizada).
A interseção entre genômica e Big Data permite tratamentos desenhados para o seu perfil biológico.
O Que é Medicina de Precisão?
Segundo a literatura médica atualizada, a medicina de precisão refere-se à aplicação de perfis específicos do paciente — incorporando dados genéticos (genômica), clínicos e ambientais — para guiar decisões de prevenção e tratamento. Não estamos mais apenas tratando a doença; estamos tratando o indivíduo.
Farmacogenômica: O Fim dos Efeitos Colaterais Desnecessários
Um dos maiores desafios da prática clínica é a variabilidade na resposta aos medicamentos. Por que um remédio cura um paciente e causa toxicidade severa em outro? A resposta muitas vezes está nas enzimas do fígado, especificamente na família CYP450.
O Cenário Atual:
Existem mais de 50 enzimas CYP caracterizadas em humanos.
Variações genéticas nessas enzimas determinam se você metaboliza um remédio rápido demais (anulando o efeito) ou devagar demais (causando overdose).
Hoje, rótulos de diversos medicamentos (oncológicos, cardiológicos e psiquiátricos) já incluem biomarcadores farmacogenéticos.
Com a análise correta dos dados, evitamos a abordagem de "tentativa e erro", prescrevendo a dose exata para o seu metabolismo desde o primeiro dia.
Oncologia e Detecção Precoce via Dados
A revolução é ainda mais visível no combate ao câncer. Tecnologias emergentes, como a biópsia líquida (ex: estudo CancerSEEK), utilizam algoritmos para detectar DNA tumoral circulante no sangue muito antes de um tumor ser visível em exames de imagem tradicionais.
Estudos mostram sensibilidades promissoras (chegando a 98% para câncer de ovário em alguns grupos), provando que a capacidade de processar terabytes de sequenciamento genético pode transformar um diagnóstico tardio em uma cura precoce.
Dados Mudam Comportamentos
Saber o seu risco genético não serve apenas para tomar remédios; serve para mudar a vida. Dados do UpToDate mostram o poder da informação:
59%
Dos fumantes com risco genético confirmado tentaram parar de fumar.
26%
Dos fumantes sem informação genética tentaram parar.
O Desafio da Implementação
Se a tecnologia existe, por que não está em todos os consultórios? Existem barreiras reais:
Infraestrutura de Dados: Prontuários eletrônicos comuns não suportam dados genômicos complexos.
Interpretação: Há uma lacuna no conhecimento médico sobre como interpretar riscos probabilísticos.
Privacidade: A gestão ética desses dados exige segurança de nível bancário.
É aqui que entra o meu trabalho com a Doxa AI. Acreditamos que o futuro não é substituir o médico pela máquina, mas empoderar o médico com a máquina.
A capacidade de gerir, estruturar e analisar grandes volumes de dados nos permite focar no que é insubstituível: o julgamento clínico e o cuidado humano. A ciência de dados não tira a humanidade da medicina; ela nos dá as ferramentas para sermos mais precisos, garantindo que você seja tratado não como uma estatística, mas como um indivíduo único.
Quer entender o que os seus dados dizem sobre sua saúde?
Agende uma consulta e descubra como a medicina de precisão pode ser aplicada ao seu caso.
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